PODER PÚBLICO: UMA RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA

(texto em resposta ao Em questão  : “ESCOAMENTO DE ÁGUAS PLUVIAIS: COMPORTAMENTOS E RESPONSABILIDADES“)

O município onde fica o bairro Glórias apresenta-se como tantas outras localidades onde a precariedade e até mesmo a inexistência do serviço básico de saneamento afetam diretamente a população. Nesses municípios somam-se ainda a ineficiente infraestrutura de escoamento de águas pluviais e os hábitos inadequados dos moradores no que concerne a disposição do lixo, resultando em uma série de malefícios e no questionamento sobre quem seriam os responsáveis.

A resposta a esse questionamento encontra seus fundamentos na Constituição Federal de 1988 que atribui ao Estado a obrigação de garantir à todos o direito à saúde de forma universal e igualitária, preservando os elementos que influenciam na qualidade de vida da população. Inserem-se entres esses elementos os serviços de saneamento básico que associam-se diretamente à questões de saúde e, consequentemente, ao bem estar da população e potencial produtivo dos trabalhadores, estendendo assim os impactos à atividade econômica. Continue lendo “PODER PÚBLICO: UMA RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA”

RESPONSABILIDADES INDIVIDUAIS E COLETIVAS

(texto em resposta ao Em questão  : “ESCOAMENTO DE ÁGUAS PLUVIAIS: COMPORTAMENTOS E RESPONSABILIDADES“)

Os constantes problemas socioambientais que na atualidade vem acionando alarmes de diversos grupos, preocupados com as condições em que as relações humanas se realizam em centros urbanos cada vez mais populosos, não tem suas primeiras aparições em períodos recentes. Tais problemas já se mostravam presentes entre os séculos XVIII e XIX, quando em complexos urbano-industriais de algumas regiões inglesas os níveis de poluição prenunciavam os dilemas que a ineficiência de um sistema de saneamento traria às sociedades industrializadas dos séculos seguintes. Não representando uma exceção, a problemática abordada no texto retrataria os resultados da descompromissada atuação cidadã quanto às políticas públicas de saneamento, necessárias para a manutenção de todos os espaços de uso coletivo. Paradoxalmente, os indivíduos têm uma posição controversa: agem de modo atento dentro das limitações que lhes são pessoais nos espaços privado e público mais próximo, mas negligenciam essas mesmas obrigações no ambiente público não personalizado. Continue lendo “RESPONSABILIDADES INDIVIDUAIS E COLETIVAS”

ESCOAMENTO DE ÁGUAS PLUVIAIS: COMPORTAMENTOS E RESPONSABILIDADES

O começo do dia era marcado pelo passo firme de Seu Zé ao apontar na esquina da rua. Caminhando de forma elegante enquanto equilibrava um grande balaio na cabeça, ele fazia despertar os moradores com sua voz de locutor que gritava padêêêêêêroooooo. Todos corriam para a porta de casa com seus sacos de pano para comprar o delicioso pão para o café da manhã. Continue lendo “ESCOAMENTO DE ÁGUAS PLUVIAIS: COMPORTAMENTOS E RESPONSABILIDADES”

RHIOS tem artigo aprovado num dos principais simpósios de recursos hídricos da America do Sul.

As alunas  Gleice Aguiar e Karine Veiga, estudantes de economia e pesquisadoras do Grupo de Estudos em Recursos Hídricos e Sustentabilidade (RHIOS), juntamente com a professora Dra. Telma Teixeira, líder do Grupo,  Dra. Monica Pertel (UFRJ) , Dr. Frank Pavan (ISECENSA), Dra. Moema Acselrad (INEA)  e MSc. Denis Julien obtiveram a aprovação do artigo submetido a avaliação no XXII SIMPÓSIO BRASILEIRO DE RECURSOS HÍDRICOS  que será realizado na cidade de Florianópolis entre 26 de novembro e 01 de dezembro de 2017 (mais informação sobre XXII SBRH).

O trabalho aprovado tem como objeto de estudo a Região de Planejamento e Gestão de Águas (RPGA) Leste, localizada no litoral sul do Estado da Bahia. No texto, os pesquisadores discutem a possível dicotomia entre o Índice de Desenvolvimento Humano e a infraestrutura de saneamento básico da RPGA.

Editorial : Août / 2017

Economie. Environnement. Sens et Contresens.

En 1951, le 13 Août, le président Getúlio Vargas fit voter la loi 1.411 qui instaura la profession d’Economiste. Depuis cette date, le 13 Août est au Brésil le Jour de l’Economiste. Selon la définition classique, la science économique a pour objet d’étude les utilisations alternatives des ressources rares observant les processus et phénomènes historiques, institutionnels, sociaux, collectifs et individuels, concomitants ou non, visant ainsi à aider la prise de décision.

Les fondements théoriques sur lesquelles se basent, encore aujourd’hui, les études économiques, ont précédé de très loin cette date. Leurs origines remontent au XVIII ° siècle quand Adam Smith, considéré comme le père de l’économie,  publia son oeuvre maîtresse An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations, plus connue en France sous le titre La Richesse des Nations. Le travail de Smith est à l’origine d’innombrables discussions fondamentalement centrées sur des éléments comme revenus, classes sociales, relations de production et justice distributive, entre autres, produisant des hypothèses, des théories, des propositions et des idéologies distinctes, bien souvent divergentes entre elles, en raison de perceptions différenciées des réalités ou des sujets. Continue lendo “Editorial : Août / 2017”

Editorial: August 2017

Economics. Environment. Senses and Contradictions

In the year 1951, on August 13, President Getúlio Vargas sanctioned Law 1,411, creating the profession of the Economist and since then on this date we also celebrate the Economist’s Day. The classical definition attributed to economic science describes as its object of study the alternative uses of scarce resources, observing historical, institutional, social, collective and individual phenomena and processes, concomitantly or not, in order to help in decisions process.

However, the theoretical foundations that support the economic studies date back much to that date, originating in a systematized form in the 18th century when Adam Smith, considered the father of economics, published his seminal work An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations, popularly known as The Wealth of Nations. Smith’s work has given rise to innumerable discussions, mainly centered on elements such as income, social classes, production relations and distributive justice, among others, producing hypotheses, theories, proposals and ideologies that are different and in many cases divergent from one to another because of differentiated perception of realities and/or themes. Continue lendo “Editorial: August 2017”

Editorial Agosto 2017

Economia. Meio ambiente. Sensos e Contrassensos

Nos idos do ano de 1951, em 13 de agosto, o presidente Getúlio Vargas sancionou a Lei 1.411 que criou a profissão do Economista e desde então na data passou a ser também comemorado o Dia do Economista. A definição clássica atribuída a ciência econômica a descreve como aquela que tem como objeto de estudo os usos alternativos de recursos escassos, observando processos e fenômenos históricos, institucionais, sociais, coletivos e individuais, em concomitância ou não, visando assim auxiliar na tomada de decisões.

Os fundamentos teóricos que auxiliam os estudos econômicos antecedem e muito a essa data, originando-se de forma sistematizada no século XVIII quando Adam Smith, considerado o pai da economia divulgou sua obra seminal An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations, conhecido mais popularmente como A Riqueza das Nações. O trabalho de Smith deu então origem a inúmeras discussões fundamentalmente centradas em elementos como renda, classes sociais, relações de produção e justiça distributiva, entre outros, produzindo hipóteses, teorias, propostas e ideologias distintas e em muitos casos, divergentes entre si, por conta da percepção diferenciada das realidades e/ou dos temas. Continue lendo “Editorial Agosto 2017”

CONFLITOS EM BACIAS HIDROGRÁFICAS E ATUAÇÃO DO COMITÊ DE BACIA

(texto em resposta ao Em questão  : “USOS MÚLTIPLOS E CONFLITOS EM BACIAS HIDROGRÁFICAS“)

A instalação da hidroelétrica na pequena cidade, causa grandes transformações sociais que em curto prazo podem ser observadas e avaliadas como positivas. Contudo, uma análise mais detalhada voltada ao longo prazo pode fazer surgir uma série de impactos negativos. A população crédula quanto as possibilidades de progresso e melhoria dos serviços públicos propaladas pelos discursos defensores da obra, vislumbram os benefícios decorrentes dos recursos financeiros que podem advir como restituição pelo desapropriação e inundação de terras para a implantação da barragem e produção de energia elétrica.

Considerando a hipótese de “obras a pleno vapor” estabelecida pelo texto, rapidamente observa-se aumento na empregabilidade da mão de obra e maior geração de renda na localidade em índices até então não imaginados. Pequenos produtores que dependem economicamente do rio para sobreviver, representado na história por Pedro e André, beneficiam-se então pela venda em maior volume propiciada pela nova realidade da cidade. Continue lendo “CONFLITOS EM BACIAS HIDROGRÁFICAS E ATUAÇÃO DO COMITÊ DE BACIA”

INTERAÇÃO HOMEM-NATUREZA

(texto em resposta ao Em questão  : “USOS MÚLTIPLOS E CONFLITOS EM BACIAS HIDROGRÁFICAS“)

O exemplo fictício em estudo ilustra as típicas repercussões da ação antrópica sobre um ecossistema local, que, neste caso, decorrem de ações insuficientes quanto ao planejamento infraestrutural em torno de uma bacia hidrográfica. Do relato, é possível remeter, ainda, aos inúmeros problemas relacionados à criação de matrizes energéticas eficientes, que beneficiem o processo de desenvolvimento econômico através de vias menos nocivas ao meio natural.

Focalizando a representatividade do meio ambiente nesta dicotômica problemática, nota-se sua observável centralidade, posto que todos os processos se desdobram sobre um nicho ecológico que o integra e, demais disso, figura como o epicentro de impactos. Precisamente, desempenharia, a um só tempo, dois papéis: inequívoca e primeiramente, o papel passivo, enquanto alvo da ação antrópica modificadora; e, em seguida, o de agente refletor das mudanças que lhe foram infligidas. Continue lendo “INTERAÇÃO HOMEM-NATUREZA”

PRIORIDADES DE USO EM BACIAS HIDROGRÁFICAS

(texto em resposta ao Em questão  : “USOS MÚLTIPLOS E CONFLITOS EM BACIAS HIDROGRÁFICAS“)

A utilização dos Recursos Hídricos disponíveis pelo meio ambiente sempre esteve relacionada a variados conflitos de uso ao longo do tempo, uma vez que esse recurso natural é indispensável direta e indiretamente para a vida do homem. Os conflitos pelo uso da água foram se modificando de acordo com as necessidades e prioridades da sociedade. No Brasil, em acordo com normas e orientações internacionais, foram criados mecanismos que direcionam e estabelecem prioridades de uso em uma determinada bacia hidrográfica.

Com a pretensão de determinar diretrizes de usos e preservação dos recursos hídricos, foram estabelecidos no Brasil comitês de bacias hidrográficas, baseando-se em uma política descentralizada, contando com participação de poderes públicos, dos usuários e das organizações da sociedade civil. Continue lendo “PRIORIDADES DE USO EM BACIAS HIDROGRÁFICAS”